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Se Comparar, Se Ferrar?!?

  • Foto do escritor: Felipe Luiz Oliveira
    Felipe Luiz Oliveira
  • 6 de nov. de 2023
  • 2 min de leitura

O ser humano se compara! Sempre! E fica bem quando se sente superior ao outro! É o EGO que quer ser superior.

Pode ser inspirador e nos animar a nos aperfeiçoarmos ao ver uma performance excelente ou habilidades no outro que a gente ainda não possui.


Mas, pode se tornar contra a gente também. Especialmente, quando o tema de comparação se resume na velha e simples comparação de salários.


Como líder, pode ter certeza que os colaboradores sabem do salário dos seus colegas e se comparam.

O mínimo que acontece é a comparação por “nível salarial/ hierárquico” (Júnior, Pleno, Sênior, Chefe, Gerente, Gerente Sênior, Diretor…). E, com isso, começam vários problemas: muitas vezes, na busca pela superioridade , a gente não se compara para crescer , mas para reclamar por que alguém ganha mais ou está num “nível superior” que, eventualmente, não esteja “melhor o suficiente” para justificar isso.

Se sentir “superior” causa satisfação; se sentir “inferior” pode causar admiração, mas é mais provável que cause inveja e uma sensação de injustiça.

Na comparação salarial , as pessoas querem ganhar o mesmo pelo trabalho “igual” ou comparável com o seu colega. Tá tudo certo até aqui. O problema é que existem diferenças na performance, comportamento, entrega, etc que, muitas vezes, são bem intransparentes, subjetivos e tem viés de quem avalia.

Existe um tema bem sensível nesse contexto: Mundialmente, as mulheres ganham menos que os homens para fazer trabalhos comparáveis. Isso é descriminação e tem que ser resolvido! Vale a pena, líderes, de analisar e corrigir isso separadamente e imediatamente!

Mas existe, especialmente nas pessoas ambiciosas (que são muitas) , a comparação de “baixo” para “cima”. Um chefe se compara com um gerente. Pode ter certeza absoluta que ele se compara com o “pior” dos gerentes (no sentido de performance ou comportamento que ele e a organização observam). “-O que esse cara tem que eu não tenho?”, “- tranquilamente faria o mesmo trabalho ou melhor ainda”, “-Não é justo”…


Isso causa um estresse para quem se compara e está se corroendo… e se espalha pela organização com julgamentos, fofocas, avaliações, impressões, imagens das pessoas o tempo inteiro.


Se você ,como líder, aceita mediocridade na sua organização (especialmente um líder medíocre trabalhando com você) você prejudica a sua organização. Os melhores não vão aceitar isso e vão embora, o resto da organização gasta energia na observação da situação, fofocando, comentando e os colaboradores desse líder medíocre sofrem mais ainda.

Você, como líder, deve constantemente observar a perfomance e comportamento das pessoas que trabalham com você. Pode ser que alguém trabalhou super bem durante um tempão mas estagnou. Méritos passados e amizades não justificam a posição atual de ninguém! Faz parte dos “blind spots” que todo mundo tem, eu inclusive. Dói, mas você pode mudar isso!


Um grande abraço


Leon Kaiser





 
 
 

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